Mudanças destrutivas

As pessoas mudaram muito, ou melhor, as relações transformaram-se demais, no passado nem tão longínquo as pessoas tinham necessidade de conhecerem as outras antes de qualquer coisa, apaixonavam-se primeiro para só assim desenvolverem qualquer tipo de relacionamento.

Os eventos davam certos ou não, mais pelo menos os indivíduos tinham a certeza de saberem com quem e quais tipos de pessoas estavam se envolvendo.

Hoje tudo é tão superficial, as afinidades não existem, principalmente porque as pessoas não se permitem, não possibilitam serem conhecidas, e tudo apenas se resume ao leviano e fugaz, ao famoso sexo e esquece-se de como é fazer amor, de como a cumplicidade é infinitamente mais prazerosa.

Em sua maioria resumem-se apenas em lubricidade, em performances, experiências diversificadas (ménage, grupal, voyerismo). E o depois? Encontram-se todos no abismo da solidão, no grande vazio que é uma vida sem respeito e dignidade própria, quando os indivíduos são apenas corpos e instinto, e esquece-se do principal, daquilo que nos faz humanos, diferente dos animais, a capacidade de pensar sobre o apropriado e o censurável; do bom ou ruim; da necessidade e do devaneio.

Não sou careta! E muito menos hipócrita, lógico que já tive momentos de encarnar a Dita Parlo, onde não demonstrei meu verdadeiro eu, mas isso nunca me reduziu ou me resumiu, foram fases ou estágios para eu cada vez mais valorizar o que sou e porque assim o sou, e nunca olvidar meu valor.

Sinto pena de pessoas vazias não só aquelas que se definem unicamente por roupas e etiquetas; mas também daquelas que são apenas reconhecidas e veneradas por possuírem dinheiro e/ou poder; sinto ainda mais das que se vendem por dinheiro, status, empregos, farrinhas, bebidas.

Uma ou outra tem noção de estar sendo usada, entretanto, a grande maioria sequer percebe sua desvalorização ou a perda de sua humanidade,  melhor é sentir a liberdade dos corpos de forma homeopática e consciente.

Conteúdo não se resume a ler muitos livros, ou saber se expressar em textos, ou falar bem em público, possua substancialmente vida, paciência e respeito próprio. Faça você sua história e dela um exemplo não se conceitue pelo que os outros pensam.

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