Amor Platônico

Como pode existir um desejo sem vontade,

Uma tentação sem pecado,

Um medo sem o fundamento?

Como pode encontrar a ausência sem a sensação,

Uma angustia sem a provocação,

Um tormento sem a causa?

Como posso entender um sentimento sem o cultivo,

Uma paixão sem o amor,

Um ébrio sem o devaneio?

Como posso suportar querer e não ter,

Ver e não tocar,

Sonhar e não concretizar?

Como conseguirei viver na eterna ânsia de você?

Dos beijos não dados…

Dos abraços frustrados…

Do amor infundado.

Quando adolescentes e ainda cultivamos certa inocência e esperança no amor, surge muitas vezes o amor platônico, submisso, carente, esperançoso. Viva ao amor indulgente, ao sentimento incólume, a promessas eternas findouras, e as vontades que nunca cessam a de ser compreendida.

P.s. Poema antigo mais vale relembrar. Foi escrito em 26/04/04.

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1 Comentário

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One response to “Amor Platônico

  1. A doce presença da paixão, do descobrimento do calor e do desejo do real se depera, subtamente, com a brisa seca da ausência que invade o corpo e esfria a alma, tornando o toque um sonho distante, porém possível.
    Gostei muito da intensidade e força dessas palavras!
    Parabéns!
    ΞĐU ΛRĐO

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