Apenas por um minuto

Eu confesso estou com inveja, mas não é daquelas de machucar, ou desejar que o outro não viva seu momento, ou que não tenha o objeto do desejo. Não é dessa inveja que vos falo.

Falo da pontinha de ciúmes dos casais do cinema, das mães carregando seus bebes no shopping, dos jantares românticos, dos dias dos namorados e dos trágicos domingos de péssima TV e DVDs acompanhados.

Então uma pessoa me olhou nos olhos e disse: – só afasta esse sentimento quem procura não apenas olhar o que os outros têm e sim como eles conquistaram.

Nada mais confortador e ao mesmo tempo desolador, será que me acho incapaz de ser amada? Por isso “espicho” os olhos nos casais?

Subitamente afastei nefastas ideias de minha mente e concentro-me atualmente não na busca de um companheiro, mas no amadurecimento interno, para a chegada deste em minha vida.

Como o velho poeta já disse e faço das palavras dele as minhas: precisa cuidar do jardim para as borboletas aparecerem.

Enquanto me encontro no isolamento do meu autoconhecimento, vivo na companhia de amigos e amigas, contudo, confesso ainda sinto esmorecimento nas noites frias e tento não olhar mais aos pares felizes no decorrer dos dias, mas permito-me infelicidade apenas por um minuto, logo ultrapasso esse sentimento e me vejo num futuro próximo não mais com pitadas dessa sensação chula mais sim de amor e merecimentos.

Não obstante de um final, luto para manter-me sem mais mudanças e prosseguir no que já é probabilidade.

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